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Apenas uma página pessoal

Seleção – Música Brasileira – Spotify – Parte II

Luciano Perrone – Batucada Fantástica (1959)
Os Indios Tabajaras – Always In My Heart (1965)
Walter Wanderley – Rain Forest (1966)
Sonia Rosa – A bossa rosa de Sônia (1967)
Raul Ferreira E Seus Ritmistas – Céu E Mar (1967)
Os Populares – Pipoca (1967)
Tuca (1968)
Luiz Claudio – Entre Nós (1968)
Sergio Mendes & Brasil 66 – Equinox (1968)
Trio Camara – Le Trio Camara (1968)
Vox Populi (1969)
Ivan Roskov (Rogério Duprat) – Casatschok (1969)
Os Abutres – Os Abutres Atacam (1969)
Omar Izar – A Gaita Mágica De Omar Izar (1969)
Evinha – Eva (1970)
João de Barro – Série Documento (1972)
Marilia Medalha – Caminhada (1973)
Silvia Maria – Porte De Rainha (1973)
Geovana – Quem tem carinho me leva (1975)
Rosinha De Valença – Cheiro De Mato (1976)
Paulo Moura – Confusão Urbana Suburbana E Rural (1976)
Antonio Adolfo – Feito Em Casa (1977)
Manfredo Fest – Manifestations (1979)
Francisco Mário – Revolta Dos Palhaços (1980)
Heraldo Do Monte – Cordas Vivas (1983)
Eliete Negreiros – Outros Sons (1984)
Eliane Salek – Baiôro (1985)
Vzyadoq Moe – O Ápice (1987)

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Presidência da República – Casa Civil – Subchefia para Assuntos Jurídicos – LEI Nº 13.131, DE 3 DE JUNHO DE 2015 — Institui o dia 31 de outubro como o Dia Nacional da Poesia. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA – Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o É instituído o Dia Nacional da Poesia a ser celebrado, anualmente, no dia 31 de outubro, em homenagem à data de nascimento de Carlos Drummond de Andrade. Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 3 de junho de 2015; 194º da Independência e 127º da República. DILMA ROUSSEFF – João Luiz Silva Ferreira

ANNA AKHMATOVA – ALEXANDE EM TEBAS

Era certamente feroz, aterrador o jovem rei
ao anunciar: “Aniquilarás Tebas!”.
O velho capitão olhou para a orgulhosa
cidade que conhecia tão bem, desde outros tempos.
Tudo, tudo entregue às chamas! E o rei insistia:
as torres, os templos, os portões – a maravilha do mundo.
Mas parou subitamente, pensativo, depois sorriu e disse:
“Mas assegura-te de que seja poupada a Casa do Poeta”.

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O FEITIÇO DE ÁQUILA CONTRA
Quando acordei, reparei que ela estava dormindo.
Quando ela acordou, era eu quem estava.
Não nos encontrávamos mais.
Um dia acordamos juntos.
Havíamos morrido.

ovni

OSTENTAÇÃO — Tirei a carteira do bolso e mostrei pro pessoal: doze pilas. Ia dar pra comprar um prato-feito no almoço e me sobrariam apenas dois reais.
Admiração total dos presentes.
Menos do Vanuso, que sacou da carteira as únicas moedas que tinha, contou em prolífico som, e provou decisivamente que aquilo só dava para o ônibus até em casa; depois disso, estaria zerado. Baixei os olhos meihumilhado.
Menos ainda do Suméro, que abriu a carteira de par em par, vazia. Quer dizer, de dinheiro: além da sua cédula de identidade também havia um papel dobrado: xerox duma promissória que devia ser paga até inda hoje, senão deusolivre! Baixei foi a cabeça toda agora, minificado.
Foda, sempre tem um querendo aparecer mais que os outros!

TEXTO PRA FACEBOOK — Antigamente não havia facilidade de comunicação entre o escritor e o leitor. Aquele se esforçava ao máximo para ser claro; este, para compreender.
Se tal não ocorresse, pensava-se mais. Reflexia-se.
Hoje, vem um no facebook e escreve na velocidade dos dedos; vem outro e lê na velocidade dos olhos. Num (a)like a comunicação é estabelecida: não saquei, me explica.
Lá vai o besta na elucidação.
Antes > tivesse escrito com mais vagar >> refletisse melhor antes de perguntar.
É a facilidade da receita — o afastamento da reflexão. A urgência do texto — soterramento da fundura.

Seleção – Música Brasileira – Spotify – Parte I

Os Megatons (1964)
Vitor Assis Brasil ‎– Trajeto (1967)
The G/9 Group – Brazil now (1968)
Brazilian Octopus (1969)
Zito Righi E Seu Conjunto ‎– Alucinolândia (1969)
Bango (1970)
José Mauro ‎– Obnoxius (1970)
Piri – Vocês querem mate? (1970)
Paulo Moura – Fibra (1971)
Sérgio Ricardo – Arrebentação (1971)
Arthur Verocai (1972)
Luhli, Lucina e o Bando – Flor Lilás (1972)
Manduka (1972)
Sebastião Tapajós & Pedro “Sorongo” dos Santos (1972)
Luiz Bonfá – Jacarandá (1973)
Banda de Pau e Corda – Vivência (1973) Redenção (1974)
Téo Azevedo – Grito Selvagem (1974)
Sidney Miller – Línguas de fogo (1974)
Moto Perpétuo (1974)
Azimuth (1975)
Joyce – Visions of dawn (1976)
Saecula Saeculorum (1976)
João do Vale (1981)
ConSertão – Elomar, Arthur Moreira Lima, Paulo Moura, Heraldo Do Monte (1982)
Bené Fonteles – Benedito (1983)
Aum – Belorizonte (1983)
Jose Roberto Bertrami And His Modern Sound ‎– Aventura (2009)

A DIREITA É O TOTÓ DA ESQUERDA — Aqui Totó , vem . Late Totó . — au ! — Late de novo . — au au ! — Rola , Totó . — ∞∞∞∞ — Bom menino . Toma aqui um biscoitinho . ( Nisso , amarram o Totó na casinha , onde vai ficar sem comida até o dia seguinte . ) / ( …a Esquerda já está agora no sofá da casa rindo do programa da tv . Acaba de chegar a pizza gigante que encomendara . )

1. Tom Viola - Forró do Zé Atola
2. Milionário & José Rico - Adeus
3. Silvio Caldas - Rosa de maio
4. Donizete Marcio - Galeguinhos dos olhos azuis
5. Ciro Monteiro - Tem que rebolar
6. Clemilda - Prenda o Tadeu
7. Jackson do Pandeiro - Tem pouca diferença
8. Belchior - Balada de Madame Frigidaire
9. Passoca - Boi Barnabé
10. Duduca & Dalvan - Meus pedaços
11. Assis Valente - Deixa comigo
12. Abel & Caim - O fazendeiro e o diabo
13. Noel Rosa - Um gago apaixonado
14. Ednardo - Artigo 26
15. Riachão - Chô Chuá
16. Chico Rey & Paraná - O mendigo
17. Mococa & Moraci - Fim de uma noite de orgia
18. Zé Keti - Acender as velas
19. Caju & Castanha - Briga em São José dos Cacetes
20. Fernando Mendes - Cadeira de rodas
21. Anjinho dos teclados - Flor do Mamulengo
22. Sandro Becker - Julieta
23. Chrystian & Ralf - Não tire o nosso neném
24. Caçula & Marinheiro - Primeiro a esposa, depois a amante
25. Rita Lee - Tudo vira bosta

“Bem, isso é constrangedor”, só que, sim, eu estava lá, abraçando-me às idéias. Era, nas idéias! Meus amigos, foi uma época pesada de minha vida. Se topava em qualquer realidade, já punha a mão no bolso e tirava uma idéia. Metafisicamente, estava jogado à calçada, junto aos outros dependentes, naquela imensa ideialândia, apanhando dos fatos.
Comecei com o uso de realidades paralelas. Pois então, é como dizem: elas são a porta de entrada para inconsciências mais pesadas. Do uso de RPs para as idéias puras foi uma sinapse. (Nas RPs bem ou mal seus pés ainda fincam-se nalgum lugar, dá pra sentir o muco da terra, dá frieira, uma coceira castanha.) Mas quando menos vê seus pés já passaram à cabeça, os dedões enterrados nos ouvidos, as palmilhas cobrindo-lhe os olhos. Num instante e tinha vendido meus sapatos — que tantos caminhos me fizeram enxergar; meus óculos — que a tantos avisos me levaram; meu chapéu — que de tanto calor me alimentou. Para… comprar livros. Mas não só. Também soluções! Essas vendidas já prontas para consumo. E respostas! Aquelas anteriores mesmo às perguntas.
Como figurinhas de brinde dentro dos pacotes, isso me dava idéias, ideias, idéas, idae, ea, a, e, mãe, socorro! Compadre, eu tava era usando idéia nas veias já!
Nem preciso dizer que descrençara da Realidade. — Tudo é desinrelativo, ora! Até o dia em que a encontrei na rua (ela, a Realidade). Não duvido da sua bondade, mas nessa vez apanhei dela tanto, tanto, que o meu umbigo se abriu e dele saiu uma linguagem morta. Depois disso melhorei, hoje já consigo até falar. Superação, cara!
Faço esse breve relato [EX-USUÁRIOS DE IDÉIAS CONTAM HISTÓRIAS DE LUTA E SUPERAÇÃO PARA VENCER O VÍCIO] [“Eu sempre queria mais, era uma obsessão. Gastava toda verdade que tinha” – read full article here] para advertir as pessoas a fim de que não caiam nessa sintagma furada em que eu me meti. Lembrem-se, idéias viciam — IDÉIAS MATAM.

“A corrupção representa uma força, porque o talento é raro. Assim, como a corrupção é a alma da mediocridade que abunda, você sentirá sua picada por toda parte.”